História dos Postos Jarjour

O início!

1951

Chegada ao Brasil

1958

Início em Brasília

50+

Anos de postos

3

Gerações

01

1951 — 1958

Das montanhas da Síria ao coração do Brasil

A história da família Jarjour começa muito antes de Brasília existir. Vindos da Síria, da região próxima a Homs, Aziz Abdala Jarjour e Munia Fadlo Khouri desembarcaram no Brasil em 1951, trazendo consigo pouco mais do que a coragem, a fé cristã ortodoxa e o tino comercial que marcariam as gerações seguintes. O casal estabeleceu-se primeiro em Belo Horizonte, onde encontrou acolhida e onde viveu com os filhos entre 1953 e 1958.

Foi então que chegou aos ouvidos da família a notícia que mudaria seu destino: a construção de uma nova capital no Planalto Central. Aziz enxergou ali uma oportunidade única. Em 1958, dois anos antes da inauguração de Brasília, a família reuniu em um pequeno caminhão tudo o que havia conquistado e partiu para uma cidade que ainda era canteiro de obras, poeira vermelha e sonho.

02

1958 – 1970

Pioneiros de uma capital em construção

Na então Cidade Livre — atual Núcleo Bandeirante — os Jarjour abriram o bar-restaurante Rex, que servia refeições aos candangos que erguiam a nova capital. Enquanto Brasília nascia, a família alimentava, literalmente, quem a construía.

Em 1960, ano da inauguração da cidade, a família entrou no ramo do café, e em 1962 nasceu o Café Arábia — lembrado como a primeira indústria instalada no Distrito Federal e líder do mercado local por mais de duas décadas. Ao longo de sua trajetória, a família comercializou 36 milhões de quilos de café no mercado brasiliense, além de levar o produto ao exterior por meio da marca Café Continental. O envolvimento com o setor foi tamanho que a família participou da criação do Selo de Pureza da ABIC, referência nacional de qualidade até hoje.

03

1970 – 1999

Abdalla Jarjour: o construtor de um império

Abdalla Jarjour (1946–2020), filho de Aziz e Munia, chegou a Brasília ainda adolescente e cresceu junto com a cidade. Herdeiro do espírito empreendedor dos pais, transformou o negócio familiar em um grupo diversificado. Em 18 de novembro de 1970 foi fundada a Organização Abdalla Jarjour Ltda., holding que até hoje leva seu nome e que completa mais de meio século de atividade ininterrupta.

Sob sua liderança, a família atuou nos mais variados segmentos da economia brasiliense:

  • Varejo alimentar, com os Supermercados Planalto, o tradicional Planaltão;
  • Indústria de alimentos, com a fábrica de bolos Bimbo e a Água Mineral Bonjour;
  • Setor automotivo, com o Consórcio Nacional Jarjour e as revendas autorizadas Ford e Agrale;
  • Construção civil e mercado imobiliário, erguendo edifícios em Brasília e em outros estados do país — patrimônio que segue gerando valor até hoje, como o Edifício Jarjour, em Taguatinga.

Em 1972, Abdalla deu o passo que definiria a marca mais conhecida da família: inaugurou, na CSB 8, em Taguatinga, seu primeiro posto de combustíveis, inicialmente sob a bandeira Esso. Era o embrião dos Postos Jarjour.

04

1999 – 2020

A guerra do menor preço

Em 1999, Abdalla fundou a American Petro, sua própria empresa no setor de combustíveis, incorporando o posto pioneiro de Taguatinga. Em 2004, a rede se expandiu para o Plano Piloto com a unidade da 206 Norte e, em 2006, chegou à Asa Sul, com o posto do Eixinho, na altura da quadra 210.

Foi nesse período que Abdalla se tornou uma das vozes mais combativas do setor. Ele abraçou publicamente a “guerra aos altos preços dos combustíveis em Brasília” — frase pronunciada pelo deputado distrital Chico Vigilante, presidente da CPI dos Combustíveis — e fez do lema “Nossa guerra é a garantia do menor preço!” a identidade da rede. A defesa do consumidor também se traduziu na adesão anual ao Dia da Liberdade de Impostos, quando a gasolina é vendida sem a carga tributária, para conscientizar a população sobre o peso dos impostos no preço final.

05

2020 – hoje

Uma nova geração, os mesmos valores

Em 8 de dezembro de 2020, Brasília perdeu um de seus pioneiros. Abdalla Jarjour faleceu aos 74 anos, vítima da Covid-19, deixando cinco filhos e esposa, e um legado de mais de seis décadas de empreendedorismo. Apaixonado pela capital, ele costumava dizer que havia conhecido muitas cidades pelo mundo, mas nenhuma o encantava como Brasília.

Desde então, os negócios da família passaram a ser conduzidos por sua esposa, Marines, e pelos filhos Hellen e Wonder Jarjour, que administram os Postos Jarjour e o patrimônio imobiliário da Organização Abdalla Jarjour, mantendo vivos os princípios forjados por três gerações: honestidade, trabalho árduo, qualidade, atendimento de excelência e — é claro — o melhor preço.

De um caminhão carregado de sonhos em 1958 a um grupo empresarial diversificado, a história dos Jarjour se confunde com a própria história de Brasília. E, como a capital, segue em construção.

A trajetória empresarial da família sempre caminhou lado a lado com o compromisso comunitário. Abdalla foi uma das figuras mais ilustres da comunidade sírio-libanesa do Distrito Federal e um dos fundadores da Igreja Ortodoxa Antioquina São Jorge, no Lago Sul, onde dedicava boa parte de seu tempo. Seu nome, que em árabe significa "servo de Deus", traduzia sua vocação: era conhecido como o primeiro a correr para socorrer quem precisava, dos amigos de longa data aos refugiados da guerra na Síria, terra de seus pais. Como resumiu um amigo sacerdote, Abdalla "não construiu apenas um patrimônio material — construiu amigos e irmãos. E esse é o legado que deixa para os filhos."

Nossa guerra é a garantia do menor preço!

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